A descoberta de fármacos na visão do Prof. Tom Blundell.
Professor emérito do Departamento de Bioquímica da Universidade de Cambridge (Inglaterra), Sir Tom Blundell tem se dedicado desde a década de 1970 à pesquisa em biologia estrutural e bioinformática, com foco em aplicações na medicina e na descoberta de novos fármacos.
De acordo com o Prof. Blundell:
“Descobrir novos fármacos requer união de metodologias experimentais e computacionais”
“Além de desenvolver novas abordagens computacionais é preciso desenvolver novos métodos experimentais. Os dois precisam caminhar juntos.”
“Precisamos nos entender para interagir, trabalhar juntos e construir uma abordagem multidisciplinar.”
Estas e outras afirmações do Prof. Blundell podem ser conferidas na entrevista realizada pela Agência FAPESP.
O NEQUIMED é pioneiro como grupo de pesquisa na criação de empresas Spin-off.
Já são duas as empresas com ex-membros do NEQUIMED:
AgroQSAR: http://www.agroqsar.com/
e
PDA: http://www.pdainovacoes.com.br/
Com forte vocação para novos produtos e serviços de alta tecnologia essas empresas vão facilitar a transferência de diversas tecnologias para o setor privado.
Venha para o NEQUIMED e faça a diferença!
A química medicinal na revista Pesquisa FAPESP.
A CTNBio emitiu parecer técnico favorável para a extensão do Certificado de Qualidade de Biossegurança (CQB 245/08) ao Grupo de Química Medicinal do IQSC/USP para realizar estudos usando organismos geneticamente modificados (OGM) em nível de segurança I.
Diseases of the central nervous systems (CNS) are a nightmare for big pharma companies. Well, it is not surprising at all that not only companies, but research centers all over the world, apply traditional drug discovery approaches to tackle a disease that does not appear to be target-centered. Antidepressants and mood/behavioral modulators are well-known drugs acting via polypharmacology.
The pathway that should be followed by these entrepreneurs is not yet paved, but high rewards are expected to the ones that will be able to unveil it in a new the drug discovery pipeline. Personalized medicine and polypharmacology/systems biology approaches are the bullets, however it is useless when no target is known. The drug-target relationship is (without any doubt) important to define the biological profile of a compound, despite that it must be emphasized that this relationship is by no means a one-way road. Defining targets is not only a much trickier step towards the main goal (a useful treatment) but it requires a new way of thinking the biological network and how it could be affected in CNS diseases.
http://www.nature.com/news/novartis-to-shut-brain-research-facility-1.9547
A proteção patentária do Lipitor (atorvastatina), medicamento usado para reduzir os níveis de colesterol, chegou ao fim. O mercado está em aberto, onde diversas empresas do ramo de genéricos já possuem suas versões para submissão aos órgãos regulamentadores. A Ranbaxy (indiana) e Teva (israelense) são duas das maiores neste ramo e estão na fila, aliás, nas primeiras posições deste mercado muito competitivo, com um genérico recentemente aprovado pelo FDA:
A Pfizer está sem seu maior fármaco, que é considerado como o maior sucesso de mercado já visto e que provavelmente não irám ias se repetir:
As versões genéricas irão reduzir substancialmente os ganhos da Pfizer, tanto que a empresa começou a se “readequar estruturalmente” a cerca de 2-3 anos para suportar este impacto.
Talvez, muito mais do que um “blockbuster” (isto é, um fármaco que rende bilhões ao ano para a indústria detentora de seus direitos) o final da era do Lipitor poderá ser usado como um marco que simbolizará também uma mudança de paradigma na indústria farmacêutica.
A derrocada da estratégia dos “blockbusters” vem se desenhando com contornos cada vez mais certos, onde compostos voltados para nichos populacionais (isto é, doenças que afligem parte de uma população) e biofármacos (de origem biotecnológica) estão se constituindo como as novas apostas das empresas para um futuro ainda muito incerto.
A derrocada dos “blockbusters” e a crise financeira impulsionaram a descapitalização das “big pharmas”, que responderam com reduções consideráveis nos quadros de pesquisadores. O próximo capítulo desta história ainda está para ser escrito, mas muito provavelmente não mais será ditado pelos fármacos bilionários.